Valorização da cozinha mineira, apresentada com requinte!

O galopé é um prato rústico, feito com a combinação de galo caipira e pé de porco cozidos lentamente até formar um caldo encorpado e saboroso. Com fortes influências das tradições africanas e portuguesas de aproveitamento integral dos alimentos, fincou raízes na culinária mineira de quintal. Costuma ser encontrado em botecos tradicionais, sem muitas formalidades.

Fiquei feliz em conhecer um restaurante sofisticado em Tiradentes, que se habilitou em servir versões do galope em grande estilo. Para ser apreciado com fartura, o Galopé recebe encomendas com pelo menos 48h de antecedência. É preparado com galo ou galinha caipira com mais de 120 dias, cozido com pé de porco, acompanhado por arroz branco, farofa, angu, couve à mineira e serve até quatro pessoas (R$380).

Outros dois pratos do cardápio são beneficiados com o denso caldo do galopé. Servida como entrada para compartilhar, a moela de galinha é cozida no caldo de galopé e finalizada com azeite de ervas (R$55).

Na ala dos pratos principais, o “Galeto au Vin” (R$130) é uma versão do clássico francês “Coq au Vin” (galo ao vinho), que substitui o galo ou frango comum por galeto, uma ave mais jovem, macia e de cocção rápida, ao lado de mineiridades como angu, quiabo, ora-pro-nobis e regado por caldo de galopé com redução de vinho.

O frango com quiabo aparece também nas entradas, em formato de tulipinhas fritas com quiabada (R$50).

O mimo do chef vem em forma de espetinho de requeijão de raspa com jiló. Salgadinho de festa mais querido em Minas Gerais, a coxinha do Galopé é feita pela Juraci, em Ritápolis, que prepara o recheio de pernil para combinar com o ketchup de goiabada (R$40). 

Uma das sobremesas foca no milho, a “Milharal” (R$30) composta por broa de fubá com sorvete de milho. Todos esses sabores fazem parte do menu degustação a R$330. A harmonização de vinhos nacionais completa a experiência por R$210.

“A nossa proposta é a de fazer uma comida mineira com um toque autoral, valorizando especialmente os insumos regionais do Campo das Vertentes”, destaca o sócio-gerente João Pedro Guedes Faria. Responsável pela cozinha, o chef Henrique Scalice, adquiriu experiência no restaurante D.O.M. em São Paulo e no Tragaluz Tiradentes.

Mais de 30 coquetéis clássicos são oferecidos de R$45 a R$70 agrupados em famílias dos Martinis, Negronis, Spritz e Sours.

Inaugurada esse ano, a casa tem ambiente charmoso, fora do agito do centro histórico.

O salão interno é bem aconchegante e a área externa tem vista para a Igreja Matriz de Santo Antônio.

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Galopé  na minha coluna de gastronomia do jornal Cidade Conecta.

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Galopé

Rua Francisco Cândido Barbosa, 156, Centro, Tiradentes, MG, Brasil

galoperestaurante.com