“Minas Lusitânia – um elo entre culturas” foi o tema da 29ª edição do festival mais badalado de Tiradentes

Ao propor o conceito que norteou o Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes de 2026, o curador gastronômico Rusty Marcellini focou na perceptível semelhança entre a cultura alimentar de Minas Gerais e Portugal. Modos de fazer, fartura à mesa e hospitalidade são hábitos compartilhados por mineiros e portugueses, desde a alegria em reunir família e amigos ao redor da mesa farta até a insistência acolhedora para que se coma mais um bocadinho. Foi esse o clima festivo que se espalhou pela intensa programação do Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes.

Tradicionais no que fazem, os restaurantes Taberna Baltazar, Bar do Zezé e Bar do Lopes marcaram presença com os respectivos tira-gostos bolinho de bacalhau (R$40), torresmo de rolo (R$45) e tilápia crocante (R$50).

Frituras que estavam valendo a pena para petiscar com uma cervejinha gelada ou um vinho branco fresco de ótima acidez como o português Bacalhoa Catarina (R$180).

Destaco mais uma friturinha do Bar do Lopes, que estava imperdível: o bolinho de queijo canastra meia cura (R$30), cremosíssimo por dentro.

No espaço Cozinha ao Vivo, Flávio Trombino contava casos e dividia seu conhecimento enquanto preparava um panelão de coração de pato – delicioso.

O Chef Yves Saliba levou para o festival as almôndegas artesanais, ao ponto por dentro, com batata frita da casa (R$50). Deixou de lado um pouco da sua cozinha inventiva para apresentar pratos que agradassem a todos facilmente. Nas tulipinhas de frango (R$45) besuntadas com caramelo de pimenta, o chef salteou furikake de torresmo, para dar um toque especial.

Com toda a sua criatividade, Bruna Rezende apresentou receitas inéditas. “Elaborei um prato vegetariano exclusivamente para essa edição do Fartura. É uma parmegiana de cogumelos que vai acompanhada do nosso molho de tomate, queijo curado do Mauro, lá de São Roque de Minas, e uma farofinha de panko, bem cítrica”, explica a chef Bruna Rezende sobre o Parmecogu (R$55). Espero que a receita entre para o cardápio do bar A Porca Voadora, pois ficou divino. Adorei também a barriga de porco envolta por caramelo de molho de ostra e shoyu (R$45), apelidada de “Conosquinho”, um petisco potente no sabor. E para completar, o Costelão (R$45) estava suculento, desfiado e ser servido com o molho do próprio cozimento, acompanhado de polenta frita de canjiquinha (R$55).

Diretamente das praias de Macaé/RJ, Renato Martins e Rafael Pires trouxeram camarão, lula e peixe crocantes, empanados na rosca com molho tártaro (R$45). Além dos queridos frutos do mar, ousaram no recheio do pão de queijo (R$25). “Fizemos uma versão mar e montanha ao rechearmos o pão de queijo com polvo grelhado, maionese com páprica e gremolata de salsinha. Ficou a cara do mineiro da beira da praia”, ressalta o chef carioca Renato Martins.

Ainda mais ousado foi o gelato de cogumelo com ganache de gergelim preto tostado, gel de figo e farofa de pistache (R$50) do Enzo Ceccin. O chef estabelecido na Praia do Rosa/SC fez um crudo de atum fresco, com uva verde, amêndoa defumada e crocante de batata doce (R$45) que estava imperdível.

Com meu Croquete!

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Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes 2026 na minha coluna do Cidade Conecta

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