Lucas Assaff declama com orgulho sobre sua jornada. “A gastronomia árabe sempre esteve presente na minha vida, sou neto (por parte de pai) e bisneto (por parte de mãe) de libaneses. Eu tinha interesse pela cozinha de maneira geral desde pequeno, sempre junto da minha mãe ou da minha avó, que eu considero as minhas melhores professoras. Sempre vi as minhas tias avós e depois a minha mãe, trabalharem com comida árabe por encomendas, ou “fazendo comida pra fora” como elas falavam. Receitas foram passadas de geração em geração e sempre aperfeiçoadas por cada uma delas, a esfiha é um exemplo disso que veio desde a minha bisavó e hoje é a especialidade da minha mãe e fez sucesso na cidade de Campo Belo no interior de minas onde morávamos”.

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“Eu tinha vontade de me tornar cozinheiro mas nunca tive incentivo dentro de casa para fazer gastronomia, então quando me mudei para BH eu vim para cursar Comércio Exterior. Apesar de deixar de lado os planos de ser cozinheiro profissional eu nunca larguei a paixão pela cozinha, estava sempre cozinhando e estudando algo na área. Eu tinha 19 anos quando comecei a vender esfihas congeladas da minha mãe na empresa em que eu fazia estágio e não deu outra, foi sucesso em cada sala de reunião que entrava um pratinho de esfihas. Alguns meses fazendo isso e eu comecei a aumentar o cardápio fazendo comidas que eu aprendi em casa com a minha mãe, fazia pastas como Homus, coalhada e quibe cru. Comecei atendendo encomendas e pequenos eventos e fiz isso por quase dois anos, era uma forma de fazer o que eu gostava realmente e conseguir uma renda extra. Foi quando em um evento familiar – em que eu fiz todo o cardápio – uma prima teve a ideia de começar um delivery.”

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Senti confiança no trabalho do rapaz e adorei as comidinhas que chegaram à minha casa. Em porções de 100gr, as pastas farão a alegria do seu happy hour. Babaganuche (R$12,90) é das minhas preferias, feita com berinjela defumada, tahine, limão, cebola caramelizada e especiarias. O gostinho de fumaça me encanta, bem marcante nessa receita da família Assaff. O quibe cru (R$12,90) leva o tempero secreto do tio Marconi e a coalhada é tradição do vô Ernani (R$8,90). No Homus tahine (R$9,90) vai grão de bico com tahine, alho, limão e temperos. Tahine é base de muitos preparos, uma pasta feita com semente de gergelim, alho e limão.

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O tabule (R$9,90) é uma saladinha condimentada de trigo, tomate, cebola roxa, pimetão amarelo, salsa, hortelã e limão, e estava perfeito. Todos esses quitutes são ideais para besuntar no pão árabe, feito na casa, por um acréscimo de R$2,50 cada porção.

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A farra fica completa com os salgados em porções de 6 unidades a R$17,50, que inclusive podem ser misturadas entre quibe, falafel e esfiha de carne ou escarola com ricota. O quibe é muito bem feito, sequinho por fora e por dentro a carne moída é temperada com cebola cortadinha em pequenos pedaços que quase somem no recheio.

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O falafel é o típico bolinho árabe de quem não come carne, feito com grão-de-bico e condimentos como alho, cebolinha, salsa, coentro e cominho.

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De massa artesanal, a esfiha da tia Bernadete tem massa fina e um ótimo recheio por dentro. Acrescente o molho de alho por mais R$3,00 ou 30gr de coalhada a R$2,50 para ficar perfeito.

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Um combo desses petiscos me satisfaz até na hora do almoço, mas quem preferir há também opção de pratos principais como cupim ou tilápia (R$24,90). O cupim é cozido, fatiado e finalizado no forno regado a um molho denso de sabor.

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A tilápila é carnuda, suculenta e envolvida no tahine. Como acompanhamento vem sempre arroz aletria, aquele com macarrãozinho fininho cabelo de anjo ou arroz branco mesmo, batatas chips crocantes, salada e molho. A batata chips é a melhor que já comi em toda minha vida, temperada com zattar e sal. O segredo é jogar o tempero assim que ela sai da fritura para grudar bem. Como escolha de salada pode vim a de grão de bico ou a fattoush, elaborada com pão libanes torrado entre as verduras e legumes ao molho de coalhada com tahine ou lemon peper.

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Os vegetarianos podem substituir a proteína por falafel e fica em R$22,90. Em breve entrará no cardápio o charuto e o quibe assado, mais duas tradições da culinária árabe.

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“Ficamos alguns meses testando pratos e pegando ideias do que íamos fazer, e em fevereiro de 2020 colocamos o projeto ‘Assaf Delivery’ para rodar no fundo da casa da minha tia. Comida simples e bem feita, que estávamos acostumados a comer desde sempre e a herança de todas aquelas receitas que passaram de geração em geração nos ajudaram a fazer o nosso cardápio, que montamos homenageando pessoas da nossa família: Tios, Avós, Mãe e Pai. Um mês depois da nossa abertura veio a pandemia e o mercado de delivery cresceu acompanhado das incertezas do que vinha pela frente. Mudamos alguns meses depois para um local próprio, estruturamos melhor nossa cozinha para atender cada vez mais pessoas. A nossa principal missão é ser sinônimo da comida família e afetiva, levar a comida da nossa família para mesa das pessoas e mostrar que podemos fazer isso com qualidade”, ressalta o jovem empreendedor.

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Assaf Delivery Árabe na minha coluna de gastronomia do Jornal da Cidade BH:

http://degustatividade.com.br//wp-content/uploads/2021/07/253_Assaff-Delivery-%C3%81rabe.pdf

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Assaf Delivery Árabe

assafdelivery.menudino.com