Caio Soter amplia as opções do menu, como sempre enfatizado na hospitalidade da cozinha mineira

Boas novidades entraram no cardápio do Pacato, seja para aqueles que apreciam o formato menu degustação ou refeições para compartilhar em família, disponíveis tanto no jantar como no almoço.

O “Mesa de Vó” que era servido aos finais de semana, agora pode ser apreciado durante a semana, a qualquer hora, para quatro (R$540) ou duas pessoas (R$360). Picanha de sol na brasa, barriga de porco, costelão à baixa temperatura e sobrecoxa de frango assado são guarnecidos com arroz de quintal com cebola crocante, purê de abóbora tostada com castanhas do cerrado, salada Waldorf com picles de maxixe e farofa de maracujá. Os quatro acompanhamentos são repostos à vontade.

Já o menu degustação, agora é personalizável, pois podemos escolher o prato principal dentre as opções à la carte. São seis tempos por R$138, com acréscimo do prato escolhido, que varia de R$98,70 a R$168,60.
Novidades também na carta de vinhos. O Origium Garnacha é um vinho espanhol produzido pelas Bodegas San Valero, localizada na região de Cariñena, em Aragão. Elaborado 100% com a uva apresenta notas de frutas vermelhas, é leve, jovem e oferece bom custo-benefício.

Servido em taças, o português Glorita Vinho Verde é produzido pela vinícola Vicente Faria, sendo fresco, leve e fácil de beber, mantendo a tipicidade da região do Minho.

Começamos o menu degustação pelo pão de milho quentinho, feito na casa, ao lado de uma deliciosa manteiga de alho negro com toque de flor de sal. De boas-vindas é oferecido um chá gelado e gaseificado de capim limão.

Na tábua de madeira torneada pelos contornos de Minas Gerais, chegam três snacks que facilmente eu encomendaria um cento de cada. Aquela empadinha de massa podre vem recheada de carne seca desfiada, purê de abóbora e requeijão moreno. Camadas de pele de frango crocante se entremeiam com rillete de galinha, uma lindeza saborosíssima, finalizada com creme de jabuticaba picante e fatias de quiabo tostado. O tartar de porco curado é temperado com piñole, creme de cogumelos e vem em cima de uma telha de pão de queijo.

A próxima etapa é uma amostra das várias versões de jiló desenvolvidas pelo chef Caio Soter, em pequenos pedaços. Babaganuche, chips, envelhecido, picles e até inoculado com o mesmo mofo do queijo Brie são as apresentações da vertical de jiló, em busca de diferentes texturas e intensidade de sabor.

Presente em todos os menus já criados no Pacato, a ostra de frango dessa temporada é envolvida por uma glace de urucum e caviar de quiabo.

Para finalizar os petiscos com chave de ouro, se delicie com o bolinho de galinhada com maionese de pequi e ovinho de codorna com gema mole por cima.

Inclusive o bolinho de galinhada faz parte das entradas do menu a la carte (R$62,60)

Minha escolha para o prato principal do menu degustação foi o socarrat de pato (R$ 162,60), maravilhoso. Em uma panela rasa, o arroz bomba cozinha até se formar aquela rapa de fundo especial. Por cima um show de cores e sabores dado pelo magret grelhado, presunto de pato, ora-pro-nóbis, gel de limão capeta e ovinho de codorna confitado.

Dei umas boas garfadas no nhoque de baroa (R$ 98,70), repleto dos vários tipos de cogumelos produzidos pela Innat. Um espetáculo!

A banana se apresenta na sobremesa nas mais variadas forma desde cremosa a crocante, com caramelo queimado e azeite da Mantiqueira.

Ao final somos surpreendidos com um mimo para levar para casa: mini maturador com o Queijo do Miguel em miniatura dentro – amei!

Tim-tim

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Mundo Gerais na minha coluna de gastronomia do jornal Cidade Conecta.
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Mais Degustatividade no Pacato.
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Pacato
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