O Domaine Alice Beaufort tem origem na tradição familiar de produtores de Champagne. O vinhedo de 8,5 hectares faz fronteira com a Borgonha e destaca-se na região de Châtillonnais.

Elaborado com uvas Pinot Noir, o Charmoire 2017 é vinificado segundo princípios de baixa intervenção, fermentação de cachos inteiros e uso reduzido de insumos químicos.

O resultado é um vinho que privilegia frescor e expressão da fruta, com notas marcantes de cereja e morango, além de leveza no paladar e taninos suaves. Esse estilo, descrito como “glouglou” — termo informal francês que remete a vinhos fáceis de beber — reflete uma tendência crescente por rótulos mais naturais e descomplicados.

Tive o prazer de degusta-lo (R$59 a taça) no Plou, bar de vinhos em São Paulo especializado em produtores que seguem a filosofia em que se enquadram os naturais e biodinâmicos, de mínima intervenção.

Diariamente de 14 a 20 opções em taça estão disponíveis para apreciação, chancelados pela fantástica curadoria da sommelière Analu Torres, que traz mais de 500 rótulos para a carta do Plou, enfatizada nos franceses.

Antes de escolher qual taça apreciar na noite, provamos vários vinhos e selecionamos os espanhóis Sin Xarel (R$44), Els Vinyerons Llucerna R$68 e o Finca mas Perdut Cervell R$52, além do Borgonha Alice et Quentin Beaufort Glouglou Charmoire 2017.

Ela é professora de francês com foco em vinho, além de ministrar cursos, degustações e eventos.

Das comidinhas provamos o couvert (R$38) que vem com babaganoush, pate de figado, picles abobrinha e cenoura, pães e castanha tostada com curry. Adorei o sando de ossobuco de Wagyu (R$58).

Com meu sommelier preferido.

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Alice et Quentin Beaufort na minha coluna de gastronomia do jornal Cidade Conecta.

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Plou Vinhos

Rua Original, 141 – Sumarezinho, São Paulo, SP, Brasil

www.plouvinhos.com