Baixa luminosidade, temperatura estável e umidade controlada são condições ideais de armazenamento de vinhos em longo prazo, no intuito de preservar suas características organolépticas como sabor, aroma e cor. Posto isso, acredita-se que o fundo dos lagos e mares oferecem ambiente propício para deixar o vinho em repouso, longe da luz solar. O contato constante com a água não deixa a rolha ressecar, além da alta pressão das profundezas que influencia positivamente a micro-oxigenação através da rolha e a consequente evolução dos sabores do vinho.

A vinícola portuguesa Ervideira adota a técnica de submersão para o Conde D’Ervideira Branco, da variedade Antão Vaz, que permanece por 8 meses a 30 metros de profundidade no lago Alqueva, no Alentejo, após estagiar 6 meses em carvalho húgaro de primeiro uso. Mostrou-se um vinho aveludado, untuoso com as típicas notas de frutas tropicais clássicas da Antão Vaz em evidência.

Harmonizou muito bem com a fonduta de camarão e gremolata de pinoli, uma das etapas do jantar servido pelo Renato Quintino após o concerto “Trio de Sopros” exibido pelos os músicos da Orquestra Filarmômica: Renata Xavier na flauta, Alexandre Barro no oboé e Adolfo Caberizo no fagote.

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Conde D’Ervideira Branco na minha coluna de gastronomia do Cidade Conecta.
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Renato Quintino Gastronomia
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