Jean Macle elevou a propriedade familiar, datada de 1850, ao seu nível mais alto. Começou na década de 1960 com uma fazenda dedicada às vacas do famoso queijo Comté e 1,5 hectares de vinhedos. Foi prefeito do vilarejo por mais de duas décadas e batalhou por critérios rigorosos de vinificação.

Seu filho Laurent Macle cuida hoje dos 8 hectares de uvas Chardonnay pertencentes a AOC Côtes du Jura e 2 hectares de Savagnin, plantadas nas mais íngremes encostas de Château-Chalon.

A neta Carmen Macle nos conduziu pelas caves do século XVII onde são armazenadas barricas de mais de 60 anos de idade.

Esses barris velhos são o habitat natural e precioso de uma população de leveduras naturais cada vez mais ativas, o que garante uma fermentação bem-sucedida e a formação do véu para o envelhecimento oxidativo.

Carmen nos explicou sobre a variação de temperatura, que chega a cair para -10 graus e às vezes e sobe para 25 graus, o que influencia na espessura do véu e na complexidade de aromas do vinho.

Devido à instabilidade dos vinhos oxidativos, todos os barris são inspecionados duas vezes ao ano.

O Domaine Macle é uma das últimas vinícolas na região de Jura a seguir métodos de vinificação tradicionais, que incluem a ausência de termorregulação (controle de temperatura) durante o processo de fermentação.

Sua abordagem artesanal é amplamente respeitada como um dos melhores produtores de vinhos oxidativos do Jura.

A vinificação é feita da forma mais natural possível com uma pequena quantidade de sulfito logo após a prensagem.

O portfolio inclui apenas três extraordinários rótulos, além do fortificado Macvin e da aguardente de vinho Vieille Fine. Trouxemos o Domaine Macle Chateau Chalon 2016 (69€) na mala, uma raridade comtemplativa.

Inesquecível!

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Domaine Macle na minha coluna de gastronomia do Cidade Conecta.
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Domaine Macle
15 Rue de la Roche, 39210 Château-Chalon, França