Noite de São João com três chefs e seis tempos

Fabricio Lemos e Lisiane Arouca enaltecem ingredientes genuinamente baianos e apresentam de forma contemporânea no restaurante Origem em Salvador, desde 2016. Acabam de conquistar o prêmio de “Restaurante do Ano 2025” pela Prazeres da Mesa, melhor restaurante do Brasil pela Exame e no ano passado entraram na “List of The World’s Greatest Places of 2024” pela Time, único brasileiro citado dentre os 100 da lista.

“É um noite para celebrar São João, parte fundamental das culturas baiana e mineira além de ser a oportunidade de provar um pouco da gastronomia do Origem, sem precisar viajar. Temos feito esse intercâmbio no Pacato tanto de trazer chefs de outras regiões do Brasil como de levar para outros lugares o trabalho que o Caio realiza com os ingredientes mineiros”, destaca o restaurateur Vitor Velloso.

Shot de cachaça, umbu e caju abriu o apetite para o Jantar Junino. É louvável a diversidade do milho, explorada com criatividade pelos chefs Fabrício Lemos, Lisiane Arouca e Caio Soter. Fabrício apresentou o milho em forma de telha, farofa de pipoca e grão chamuscado no amouse bouche.

Em um dos snacks, a canjiquinha apareceu como camada de empanamento da bochecha de porco. Já Caio Soter fez uma pipoca de canjiquinha para empanar o mini milho na manteiga de garrafa. Lisiane Arouca mostrou versões doces ao unir pamonha, bolo de milho crioulo, curau e milho verde defumado, um verdadeiro arraial em uma só sobremesa. Para acompanhar, uma canequinha de quentão.

Lambreta, o molusco envolto em duas conchas é uma iguaria encontrada na Baía de Todos-os-Santos, chamada de kirimurê pelos indígenas, que significa “grande mar interior”. Feito com bastantes lambretas e frutos do mar, o divino caldo kirimurê do Fabrício regou os cubos de robalo curado, ovas de mujjol e sagu de tapioca.

Foi dele também o caldoso baião de dois, coberto por uma tuile de cebola, ao lado da saborosa carne de sol e espuma de queijo.

Caio entrou com sua típica mineiridade ao servir a galinha assada com purê de baroa, pequi e ora-pro-nóbis.

Dentre os snacks, foi surpreendente provar o caldo de feijão em versão esferificada, sobre uma folha de couve cortada em formato circular. A pré-sobremesa do anfitrião mesclou mousse de chocolate com pé de moleque, caqui e castanhas brasileiras.

A fusão Minas e Bahia apresentada em seis pratos (R$375) foi harmonizada com vinhos predominantemente brasileiros (R$190).

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Pacato recebe Origem na minha coluna de gastronomia do jornal Cidade Conecta.

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Mais Degustatividade no Pacato.

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Pacato

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