Ao logo de uma paisagem de vinhedos montanhosos e casinhas que parecem de brinquedo, a Alsácia é uma das regiões mais aclamadas da França, especialmente pela uva Riesling, a rainha da mineralidade.

A Famile Hugel et Fils, um dos maiores produtores da Alsácia desde 1639 oferece degustações gratuitas na loja do vilarejo de Riquewihr.

Escolhemos o Riesling Grossi Laüe 2014 (52€) para levar na mala e o Riesling Estate 2020 (27,50€) para tomar em um singelo banco de madeira em meio aos vinhedos de Riquewihr. A Hugel exporta 90% de sua produção e chega ao Brasil através da World Wine.

Outro grande nome referência em qualidade é a Maison Trimbach, fundada em 1626. Para visitar a vinícola em Ribeauville, é recomendado agendar com antecedência. Trouxemos o Riesling Reserve 2022 (23,30€) e o Pinot Noir Cuve 7 2020 (23,30€). A Maison Trimbach é importada no Brasil pela Zahil Vinhos.

Defensor da agricultura biodinâmica desde 1997, Marcel Deiss vinifica absolutamente sem nenhuma intervenção, usa somente leveduras indígenas e não corrige acidez de seus vinhos.

É conhecido pelos seus vinhos “field blends” em que as variedades são cultivadas e vivificadas sem separação, com foco na singularidade do terroir.

Em Bergheim, a degustação deve ser reservada e abrange dez rótulos (50€ convertidos em compras).

Garimpamos o La Colline Rouge (37€) e o Bulenberg 2020 (65€) dois exemplares que ainda não são oferecidos pela Mistral.

Para fechar com chave de ouro a rota dos vinhos, fomos recebidos na Mittnacht Frères, propriedade aos pés da igreja fortificada de Hunawihr.
Seus 11 hectares de vinhedos são cultivados sob cuidados biodinâmicos há mais de 20 anos.

Dos sete rótulos que degustamos, o Umami Gentil (11,75€) chamou atenção pelo custo beneficio. A Liber Wines importa três preciosidades da Mittnacht Frères.

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Rota dos Grandes Vinhos da Alsácia na minha coluna de gastronomia do Cidade Conecta.